«Eu fico um pouco fora de controle quando eu tento te deixar. Eu não acho que vou tão longe de novo. Não vale a pena.»
Desiludiste-me. Desiludiste-me bastante, nunca pensei que um amor tão lindo como o que tinha (tenho), pudesse causar uma tristeza tão grande como a que me invade neste preciso momento, nunca pensei que algo que antes achava tão bonito, agora tenha perdido a beleza, agora se tenha desmoronado, agora tivesse morrido aliás. Não posso nem tenho coragem de dizer que tudo o que tivemos, tudo o que passamos foi um erro, porque sei perfeitamente que nada disso é verdade. Não me arrependo de nada, não me arrependo nem dos momentos em que chorei por ti, porque nesses deu para ver o quanto estás presente no meu coração, e a intensidade com que lá estás marcado. Sabes qual é o nosso problema ? Somos como lacunas, quando subimos espera-nos sempre outra descida, e por muito que a tente evitar, ela chega sempre, e como não nos posso parar no tempo e no espaço, temos de retirar todas as subidas e deixarmo-nos ficar pelo chão raso, aquele em que nunca mais iremos subir, e a única coisa boa nisso é que nunca mais vamos puder cair novamente. Nunca te esqueças que foste (és), a pessoa mais importante que tenho, e que nunca me vou esquecer de ti. Agora guardo todas as nossas memórias numa caixa, todos os nossos abraços, todos aqueles momentos em que com simples palavras me punhas as lágrimas no canto do olho, aqueles momentos em que olhávamos um para o outro, e sentia o meu sorriso a aparecer, e os meus olhos a brilhar. Quero-te, desejo-te, venero-te, amo-te, mas espero, espero até puder passar todas estas palavras para o passado, tal como já passaste as tuas á muito. Agora é o momento, o momento em que acaba a nossa caminhada junta, e um vai virar para um lado, e outro para outro,vamos ser passados iguais, presentes incertos, e futuros distantes.

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